Como o PEI pode ajudar os professores da sua escola a incluir alunos com deficiência
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Como o PEI pode ajudar os professores da sua escola a incluir alunos com deficiência

Como o PEI pode ajudar os professores da sua escola a incluir alunos com deficiência

Saiba como são as etapas do processo de mediação para elaboração do PEI e entenda como esse serviço pode levar leveza e assertividade para a equipe docente da sua escola

Por Silvia Ferraresi

Enquanto formadora em educação inclusiva, ao caminhar com os professores durante o processo de elaboração do Plano Educacional Individualizado (PEI), me sinto ocupando um lugar privilegiado, pois posso olhar esse documento sendo bordado delicadamente, parte por parte, num processo em que nós, educadores, nunca temos como prever o desenho final.

O trabalho de mediação para elaboração do PEI que desenvolvo é feito a partir das necessidades do grupo de professores em questão. Dessa forma, considero a realidade da escola, seus saberes e as habilidades da equipe docente. Ao longo do percurso, damos passos para frente e alguns outros para trás, afinal, trata-se de um documento vivo, que precisa ser constantemente atualizado e repensado. A sensibilidade e flexibilidade tornam essa experiência ainda mais enriquecedora, tanto para mim, no papel de mediadora, quanto para os educadores, que elaboram o Plano.

Neste ano, enfrentei desafios para trazer à tona os saberes de uma equipe docente extremamente comprometida, mas, ao mesmo tempo, bastante insegura sobre os melhores caminhos para tornar a educação inclusiva uma realidade. Mas conseguimos reverter essa situação com algumas ações pontuais.

Ficou curioso para saber quais? Conheça neste artigo as etapas do processo de mediação para elaboração do PEI e saiba como esse serviço do Inclusão na Escola pode levar leveza e assertividade para a equipe docente da sua escola.

Passo a passo da elaboração do PEI

  • Reuniões de equipe: ouvir os educadores é o começo de tudo. Por isso, investigar quais são as demandas daquele grupo, suas inseguranças e o histórico de atuação da equipe é a primeira etapa do trabalho. Geralmente, os educadores iniciam o processo resistentes à ideia da educação inclusiva, mas, aos poucos, vamos nos conectando e nos abrindo.
  • Elaboração do documento: após acalmar os ânimos, parto para as orientações sobre o que é, como funciona e como fazer um Plano Educacional Individualizado. Em seguida, os professores já partem para a prática e começam a elaborar o documento.
  • Avaliação dos relatórios produzidos: faço a análise de todos os registros solicitados aos docentes ao longo do processo, apontando ajustes e melhorias.
  • Reunião para definição das áreas: em uma nova reunião para planejar as ações, focamos na escolha de duas áreas de atuação. Estas áreas seriam ligadas às habilidades trabalhadas no PEI (acadêmicas, vida diária, lazer. coordenação motora,  social e função executiva) Combinamos intensificar o trabalho para eliminar as maiores barreiras no momento atual do aluno, por exemplo um aluno com dificuldade para organização dos materiais, rotina e atividades, tem repercussões destes sintomas em seu processo de aprendizagem, sendo assim, nosso foco inicial será pensar estratégias para ajudá-lo a se organizar.
  • Mediação das estratégias e ações para curto prazo: durante todo o percurso, o professor recebe suporte para elaboração das estratégias, recursos e avaliação.

Incluir é tecer

Houve muita tensão por parte dos professores que, no início da formação, costumam encará-la como “um trabalho a mais”. Aos poucos, contudo, eles começaram a perceber a clareza que o PEI traz para o dia a dia, afinal, o trabalho com o aluno ganha direção e se torna mais assertivo. Eles desconstroem as dificuldades, aderindo a práticas mais inclusivas onde todos os alunos aprendem, inclusive aqueles com alguma deficiência ou dificuldade.

Comparo esse movimento ao bordado olhado pelo avesso. É uma confusão só! Fios e cores misturados, que aparentemente não chegam a lugar nenhum. Mas quando olhamos de um outro lugar, mostram um lindo desenho, construído por mãos atentas e talentosas, conhecedoras de onde devem chegar, mesmo com idas e voltas, ganhos e retrocessos.

Adoro olhar esse tecido sendo formado e ajudar na construção das pontes que garantem a conexão de pessoas comprometidas em garantir o acesso e permanência da criança com deficiência na escola.

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